O que é o Impacto Isquiofemoral?
De nome parecido com o Impacto Femoroacetabular (IFA), porém bastante diferente nos seus sintomas e tratamentos, o impacto isquiofemoral (IFI) é uma condição rara que pode causar dor profunda na parte de trás do quadril ou na região da nádega. Ele acontece quando há um espaço reduzido entre dois ossos: a tuberosidade isquiática e o trocânter menor do fêmur. Nessa região passa um músculo chamado quadrado femoral e, muito próximo, o nervo ciático. Quando o espaço entre os ossos é pequeno, pode haver compressão desse músculo e irritação do nervo, causando dor e desconforto ao caminhar ou ficar muito tempo em pé. Outra causa frequente é de sobrecarga na região lombar.
Principais sintomas do impacto isquiofemoral
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- Dor na parte posterior do quadril ou na nádega
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- Desconforto ao caminhar com passadas longas, andar mais rápido ou correr
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- Dor ao permanecer muito tempo em pé
- Sensação de irradiação para a perna, parecida com dor ciática
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- Dor glútea com irradiação persistente para a lombar, sem melhora aos tratamentos de coluna.
Quem pode ter essa condição?
O impacto isquiofemoral pode acontecer em qualquer pessoa, mas é mais comum em mulheres, especialmente após os 40 anos. Também pode surgir após cirurgias do quadril, traumas, alterações ósseas ou musculares, ou devido a sobrecarga repetitiva em certos esportes.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico do impacto isquiofemoral é feito por um especialista em quadril, com base em exame físico e exames de imagem. A ressonância magnética é o exame mais indicado, pois permite avaliar o espaço entre os ossos e o estado do músculo quadrado femoral. Porém, muitas vezes, a ressonância magnética pode vir a apresentar um resultado falso-negativo, ou seja, mesmo com a doença presente ela pode vir normal. Isso ocorre devido a falta de um protocolo especifico para avaliar o impacto isquiofemoral. Por isso a necessidade do ortopedista estar atento ao diagnóstico para poder pedir o exame corretamente.
A medição do espaço isquiofemoral ajuda bastante no diagnóstico e espaços menores que 17mm corroboram bastante quando associados a sintomas clássicos.
Tratamento para impacto isquiofemoral
O tratamento inicial costuma ser conservador, ou seja, sem cirurgia. Inclui:
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- Fisioterapia com foco no controle da dor e reequilíbrio muscular
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- Ajustes no padrão de marcha e nos movimentos do quadril
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- Infiltrações com anestésicos e/ou corticoides, quando necessário
Quando a cirurgia é indicada?
Se os sintomas persistirem mesmo após o tratamento conservador, pode ser necessário um procedimento cirúrgico. A cirurgia é feita por artroscopia (vídeo), com o objetivo de fazer uma raspagem do fêmur ao nível do pequeno trocânter e aumentar o espaço entre os ossos e reduzir a compressão do músculo e do nervo. É uma técnica avançada, realizada por especialistas experientes.
Os maiores riscos da cirurgia são: lesão do nervo ciático e lesão da artéria que nutre a cabeça do fêmur ocasionando osteonecrose da cabeça femoral.
Prognóstico e retorno às atividades
Com o diagnóstico correto e o tratamento adequado, a maioria dos pacientes consegue retornar às suas atividades com boa qualidade de vida e inclusive, apresentam uma melhora da dor lombar. Por isso, se você sente dores persistentes na região do quadril ou da nádega, procure um ortopedista especialista em quadril para investigar a causa.
Agende uma avaliação
Atendo em Blumenau e região, com foco no diagnóstico e tratamento de dores no quadril, incluindo causas pouco conhecidas como o impacto isquiofemoral.
Dr. João Rodolfo Gonçalves
Ortopedista especialista em cirurgia do quadril
www.drjoaorodolfo.com.br
